Brazil, South America

September 7th: Brazilian #Independence Day

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On September 7th, 1822, an emblematic phrase was heard by the Ipiranga river in São Paulo: “Independence or death!”. This painting by Pedro Américo is famous for representing the day that would change our destiny forever, oficially separated from Portugal. National parades are seeing throughout the country today, but I chose to leave town and go to the countryside to see more of the real Brazil out there. The second image is the sunset as we saw it on the road. In the dry season, the clouds definetely do not mean rain and the scenery is very unique.

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Em 7 de setembro de 1822, uma frase emblemática foi ouvida às margens do rio Ipiranga em São Paulo: “Independência ou morte!”. Essa pintura de Pedro Américo é famosa por representar o dia que mudaria nosso destino para sempre, separados oficialmente de Portugal. Desfiles nacionais são vistos cidades afora hoje, mas eu escolhi sair da cidade e ver mais o brasil de verdade por aí. A segunda imagem é o pôr do sol, como visto na estrada. Na época da seca, as nuvens definitivamente não indicam chuva e o cenário é bem único.

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Brazil, South America

Rio de Janeiro ~ 2009

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A regular week beach day in Rio…

 

So it´s tuesday… and the weather is not so nice, but it isn´t cold… and Copacabana beach is right there, by the Fort (that should have a future post, the view is amazing)…
So what would you do if you were in Rio and didn´t have any appointment whatsoever on a tuesday, right. I wonder.

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Então, terça-feira… e o tempo não está lá grandes coisas, mas também não está frio… e a praia de Copacabana está bem ali, ao lado do Forte (este devia ter uma post futuro, à parte, porque a vista de lá é incrível)…

Então, o que você faria se estivesse no Rio e sem um compromisso sequer em uma terça feira, hein. Eu me pergunto.

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Art, Brazil, South America

Abaporu ~ by Tarsila do Amaral, 1928

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In 1922, the big city of São Paulo, in Brazil, hosted a famous event that we call “Week of Modern Art”. The artists who produced it wanted to establish new forms of art, literature, music: have a Brazilian style, rather than importing European ones like it happened still, because of colonisation. A great number of people was against it and the artists were not able to change the past so fast, but the efforts were very much taken into consideration and we learn about it in until this day every school. This painting was done a few years later but represents the idea of emphasizing the country´s nature very well, even in the colors. It was given by Tarsila do her husband Oswald de Andrade, writer who was one of the voices behind the Week. It´s called Abaporu, which in the indigenous people who first lived in our lands’ language means “man who eats people”. And what happened in 1922 was called “Anthropofagic movement”, which relates to this as well! The idea was to swallow the foreign cultures, incorporating it in the Brazilian one, and thus promoting a fresh new style…

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Em 1922, São Paulo recebeu a famosa “Semana de Arte Moderna”. Os artistas que a produziram queriam estabelecer novas formas de arte, literatura, música: ter um estilo brasileiro, mais do que importar os europeus como acontecia até então, por causa da colonização. Um grande número de pessoas foi contra e os organizadores não conseguiram mudar tão rapidamente o passado, mas os esforços foram levados em conta, e até hoje aprendemos sobre isso na escola. Essa pintura foi feita alguns anos depois, mas representa bem a ideia de enfatizar a natureza do país, até nas cores. Foi dada por Tarsila a seu marido Oswald de Andrade, escritor que foi uma das vozes por trás da Semana.  Chama-se Abaporu, que na língua dos índios que primeiro habitaram esta terra quer dizer “homem que come gente”. E o que aconteceu em 1922 foi chamado de “movimento antropofágico”, que também se relaciona com isso! A ideia era engolir a cultura estrangeira, incorporando-a à brasileira, e assim dar origem a uma corrente nova e autêntica…

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Brazil, South America

Brasília ~ May 21, 2015

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May 21: World Day for Cultural Diversity, for Dialogue and Development

May 21 is World Day for Cultural Diversity for Dialogue and Development AND this year the Convention on the Protection and Promotion of the Diversity of Cultural Expressions celebrates it’s 10th birthday. So today the Ministry of Culture in Brazil is holding a cycle of speeches and activities on how this document, a reference on the subject,  came up  and what are the results and challenges so far. This took place in the Memorial of Indigenous People, where it’s Director (on the left) opened the session with a traditional chant from his tribe, emphasizing how Culture goes way beyong the so called traditional Arts. It was very nice because even if in Brazil, 4 of it´s 5 regions many times forget that we have no bigger example of culture than from those people who were here from the beginning.  At the end , it was great seeing how different lives came up together for Diversity (there were musicians, Government representatives, diplomates, UNESCO members, gypsies, academic professors) and standing for Pluralism: reflecting about our differences, respecting and celebrating them!

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21 de maio é o Dia Mundial da Diversidade Cultural para o Diálogo e o Desenvolvimento E este ano a Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais celebra seu décimo aniversário. Então hoje o Ministério da Cultura do Brasil organizou um ciclo de palestras e atividades sobre como este documento, referência no assunto, surgiu, e quais os resultados e desafios até agora. Isso aconteceu no Memorial dos Povos Indígenas, onde seu Diretor (à esquerda) abriu a sessão com um canto tradicional de sua tribo, enfatizando como a Cultura vai bem além das chamadas Artes tradicionais. Muito legal, porque mesmo no Brasil, 4  das 5 regiões do país muitas vezes esquecem que não temos maior exemplo de cultura do que a dos índios que aqui viviam. No final, foi muito legal ver como diferentes vidas vieram juntas em prol da Diversidade (havia músicos, representantes do Governo, diplomatas, membros da UNESCO, ciganos, professores acadêmicos) e defendendo o Pluralismo: refletindo sobre nossas diferenças, respeitando e celebrando-as!

 

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Brasil ~ 1860; 1870

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I’ve posted about this awesome project before (on the day of Indigenous People), but will bring it again for another important memory-related reason.

May 13th is the official date for the end of Slavery in Brazil, because Princess Isabel was in control of the country and signed the law Áurea, which put an end to that terrible practice. That means we were the last of American countries to finish it and that for about 350 years, african people were brought to our lands against their will. The signature, though, did not provide means of better life conditions to this people, and until today racism is something very discussed here. So the other day, at work, somebody called from the Martinique island in the Caribean, asking when slavery was history in Brazil, and I could not limit my answer to a few date numbers…

In that first picture, a white woman is posing while her two slaves wait; in the second one, a slave woman in a studio, and I wonder how did this photo was taken. Both were in Salvador, northeast of Brazil.

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Já postei sobre esse super projeto antes (no Dia do Índio), mas vou trazê-lo de novo por um outro motivo importante relacionado a Memória.

13 de maio é a data oficial da abolição da escravatura no Brasil, pois foi quando a Princesa Isabel estava no comando do país e assinou a Lei Áurea, que punha um fim nessa prática horrorosa. Isso quer dizer que fomos o último dos países americanos a acabar com ela, e que por cerca de 350 anos, pessoas africanas foram trazidas para nossas terras contra suas vontades. A assinatura, no entanto, não promoveu meios de melhores condições de vida para essa gente, e até hoje o racismo é algo muito discutido por aqui. Aí outro dia, no trabalho, ligou uma pessoa da ilha de Martinica, no Caribe, me perguntando quando a escravidão virou história no Brasil. E eu não consegui limitar minha resposta a apenas alguns números de data…

End of Slavery / Abolição da Escravatura no projeto Brasiliana

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Art, Brazil, South America

Brasil ~ 1909

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Dia do Índio, mais respeito!

 

So I decided that, when an image is related to something specific of that day, description will be on together with the image, so the intention is immediately shown!
Today is the Day of the Indigenous People in Brazil, and as you might know, in 1500 the Europeans came (specially portuguese) to find all that today is Brazil´s territory with many different tribes. In 2015, a lot of disputes between the white and the indigenous people are still happening because of land. Personally, I think that our land first belong to them, so the white people, no matter paperwork duties, have no right and no shame fighting for a land that money bought for them. It´s the native’s land in the first place! I chose this photo because a big debate happened last week here. The Ministry of Culture published it in their facebook because a very cool exhibition is starting, with original photos kept by our National Library. According to them, it was forbidden by the website because of nude content. The Minister was outraged and was going to sue Facebook, so the image was shown again normally. I agree with the Ministry: no private company has the right to tell the government what is appropriate or not, especially involving culture. And I was glad to see the picture back on, because clearly our tribes (the ones that lasted) really deserve more respect!

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Então, decidi que, quando uma imagem se relaciona a algo específico daquele dia, a descrição entrará junto, de forma que a intenção seja mostrada imediatamente!
Hoje é Dia do Índio no Brasil, e como vocês devem saber, quando os europeus vieram em 1500 (principalmente os portugueses), encontraram o que hoje é nosso território habitado por várias tribos. Em 2015, muitas disputas ainda acontecem entre brancos e índios por causa de território. Pessoalmente, acho que se nossa terra primeiro era deles, independente da papelada, o homem branco não tem direito e nem vergonha ao ficar brigando por ela, só porque seu dinheiro pode comprá-la. Era deles desde o começo! Escolhi essa foto por causa de uma grande polêmica que aconteceu essa semana. O Ministério da Cultura publicou essa foto no seu facebook por causa de uma exposição super bacana, com fotos originais mantidas pela Biblioteca Nacional. Segundo o MinC, a foto foi excluída do site por conta do conteúdo nu. O Ministro ficou irritado e disse que iria processar o Facebook, então a imagem apareceu rapidinho e volta. Eu concordo com o Ministro: nenhuma empresa privada tem direito de dizer ao Governo o que é apropriado ou não, especialmente envolvendo cultura. E fiquei feliz de ver a foto no ar de volta, porque está claro que nossas tribos (as que restaram) realmente precisam de mais respeito!

Notícia MinC – MinC acionará judicialmente o Facebook contra censura na rede

O Ministério da Cultura e os Povos Indígenas

Portal Brasilianas – o projeto

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